Participação no Simpósio “Indigenous Psychologies: Before and Beyond the Dark Side of Western Modernity”, promovido pela International Society for Theoretical Psychology (ISTP)
No dia 8 de junho de 2026, o professor Danilo Silva Guimarães, coordenador da Rede de Atenção à Pessoa Indígena, apresentou o trabalho “Where Is Indigenous Psychology Headed in Brazil: A Historical-Philosophical Investigation” (Para onde caminha a Psicologia Indígena no Brasil: uma investigação histórico-filosófica) no simpósio “Indigenous Psychologies: Before and Beyond the Dark Side of Western Modernity”, realizado no Pratt Institute e promovido pela International Society for Theoretical Psychology (ISTP).
A apresentação abordou a história da Psicologia Indígena, seu estado atual no Brasil e apresentou um breve panorama da trajetória da Rede de Atenção à Pessoa Indígena. O simpósio foi coordenado por Wade Pickren, pesquisador independente das psicologias indígenas e decolonização, e os slides da apresentação encontram-se em anexo.
Durante os debates, foram levantadas questões relacionadas à dimensão política da Psicologia Indígena e à relação entre narrativa e ética. Em sua resposta, o professor destacou três eixos políticos diretamente vinculados ao campo: a política das disputas epistemológicas; a política da relação com o Estado, especialmente no âmbito das políticas públicas; e a cosmopolítica, entendida como a abertura dos territórios às existências plurais, humanas e extra-humanas.
No que se refere à relação entre ética e narrativa, foi discutida a diferença e coexistência entre o tempo do mito e o tempo da vida, bem como a importância de orientar a escuta daquilo que diz respeito à ancestralidade para além das demandas institucionais e cotidianas.
Além disso, foram discutidas as interfaces interdisciplinares construídas ao longo da trajetória da Rede, envolvendo áreas como Antropologia, Filosofia, Agrofloresta, Medicina Veterinária e Educação. Também foi abordada a aproximação das práticas da Rede com as metodologias de pesquisa-ação participativa. Esse último ponto foi aprofundado a partir da distinção entre pesquisa e extensão, exemplificada pelo trabalho de análise documental desenvolvido, fundamentado em metodologias de pesquisa histórica.


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